Pela primeira vez, Elle Fanning estampa a capa da nova edição do mês de abril da Glamour que tem o intuito de homenagear as mulheres no Dia Internacional da Mulher. Com ela, também temos nomes como Camila Cabello e Aja Naomi King. Na revista, a atriz fala sobre questões de beleza. Para o photoshoot, a estrela foi estilizada por Simon Robins e fotografada por Olivia Malone. Confira as scans, fotos da edição, vídeo dos bastidores e a tradução da matéria abaixo:

Quando você olha para a capa da Glamour, não há questão de que as três mulheres fotografadas lá —Elle Fanning, Camila Cabello, e Aja Naomi King— são lindas. Quer dizer, olhe só para elas. Mas, como o resto de nós, elas nem sempre se sentiram confiantes em sua própria pele: Elle, quem está nos holofotes de Hollywood desde os três anos de idade (sim, três), admitiu se sentir pressionada em ter que se conformar aos antigos ideais de beleza, alisando seus cabelos naturalmente cacheados para o seu primeiro dia de aula em uma escola pública.

Não está na hora de reescrevemos essa conversa? Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, eu conversei com essas três notáveis mulheres sobre como nossa definições de beleza estão finalmente mudando. Como disse Camila: “Quando você olha para capa comigo, Aja e Elle, você vê diferentes formas de corpo, diferentes tons de pele, diferentes origens. Isso mostra que a beleza se parece com todos, sabe?” Sim, nós sabemos.

Quarenta e cinco. Essa é a quantidade de filmes que a Elle Fanning, aos 20 anos, tem em seu currículo. Eu não estava convencida que fosse possível até que eu mesma os contei. Você pode literalmente ver ela crescer em uma tela, sob os holofotes de Hollywood: aos três anos, atuando como a versão mais nova da sua irmã, Dakota em I Am Sam (no título brasileiro, Uma Lição de Amor). Como uma jovem sonhadora no filme de Sofia Coppola “Somewhere (Um Lugar Qualquer)”. E começando 2018 com o crítico favorito, I Think We’re Alone Now, uma história de amor pós-apocalíptica dirigido por Reed Morano.

Ainda assim, Fanning diz que ela nunca se sentiu examinada por sua aparência pela indústria, que tem sido bem aceita por suas brincadeiras com seus looks de maquiagem (apenas parte do contrato quando a L’Oréal Paris assinou como o novo rosto da marca ano passado) e senso de moda peculiar (calças franzidas Rodarte são meio que uma coisa dela) Era seus -contemporâneos —crianças na escola— que a faziam sentir que deveria se conformar com uma determinada forma. Então o que ela quer dizer para o mundo sobre beleza e se sentir bem em sua própria pele? Ouça em suas palavras…

GLAMOUR: Essa é a sua primeira capa da Glamour. Você vai compartilhar o que significa ser protagonista na questão da beleza?

EF: Bom, a beleza não é só como você se parece por fora. Eu certamente experienciei não se sentir super confiante. Eu estudei em casa até a terceira série. Na quarta série eu fui para uma escola normal, e foi a primeira vez em que estive em uma sala de aula com crianças da mesma idade que eu, então eu estava um pouco nervosa. Meu cabelo na verdade é muito cacheado, então eu o alisei, e usei lentes de contato— meus olhos são terríveis—e esse garoto veio em minha direção no recreio e disse, “Você é tão linda. Eu vou me casar com você!” Tanto faz. Então no dia seguinte eu lavei o meu cabelo, então estava cacheado, e usei os meus óculos. E ele me falou, “Eu não vou mais me casar com você.” Eu estava tipo, O que? Tudo por causa de aparência física? É de partir o coração.

GLAMOUR: Então até mesmo um garoto de 9 anos foi programado para pensar que cabelo liso era bonito. Traumatizante.

EF: Pense em O Diário da Princesa, qual eu amo, onde ela tinha óculos e cabelos bem cacheados, e então você os remove e: Wow! Ela é tão atraente.

GLAMOUR: Então, como todos nós nos movemos para além dos antigos ideais de beleza?

EF: Eu acho que isso começa com o que as pessoas colocam por aí. O aerógrafo não é atraente. As imperfeições que são lindas. Eu gosto de publicar coisas engraçadas, coisas não tão sérias.

GLAMOUR: Você falou sobre crescer com várias mulheres— irmã, mãe, avó. Havia um vínculo em torno da beleza?

EF: A minha mãe é muito natural. Mas a minha avó não sai de casa sem o rosto cheio. Ela é loira e tem os olhos azuis e se parece comigo. E ela sempre preenche os lábios combinando uma sombra em um tom pêssego.  Ela realmente ficou muito animada quando eu assinei contrato com a L’Oréal, pirando, na verdade. Eles enviaram para ela uma maleta cheias de batons, o que foi muito legal.

GLAMOUR: Estando em Hollywood tão nova, você se sentiu pressionada com a sua aparência de alguma forma?

EF: Principalmente na escola. De um jeito estranho eu senti que o red carpet ou o mundo cinematográfico era um lugar de escape e para vestir as minhas roupas engraçadas— calças franzidas Rodarte ao invés de jeans skinny e os vestidos enfaixados que garotas vestem em bar mitzvá. No trabalho, havia pessoas mais velhas que ficavam tipo, “Ei, isso é legal!”

GLAMOUR: Você alguma vez se sentiu sexualizada em uma idade muito nova?

EF: Não, eu sempre tive pessoas boas ao meu redor, se certificando de que isso não iria acontecer. Algumas vezes eles eram muito protetores. Mas eu tive o meu primeiro beijo na tela, para o filme Ginger & Rosa. Eu tinha 13 anos e estava tentando esconder que era o meu primeiro beijo. Mas o diretor sabia. Então eles puxaram uma gigante pasta de meninos para o casting e eu tive que escolher um. Foi uma cena, o nome dele era Max. E eu o escolhi.

GLAMOUR: É um momento poderoso para as mulheres em Hollywood, com conversas abertas em torno do sexismo e desigualdade. Você pode falar sobre a experiência com diretoras femininas?—Sofia Coppola quando você tinha 12 anos em Somewhere (Um Lugar Qualquer), e Reed Morano ano passado?

EF: Reed é uma das minhas pessoas favoritas no mundo. Eu me senti tão segura tendo ela atrás das lentes. Como mulher, há apenas uma camaradagem, uma compreensão mútua. E filmar com Sofia quando eu era mais nova—foi muito especial ver um grande filme sendo dirigido por uma mulher, para ver o que é possível, o respeito. Eu amaria dirigir um filme um dia também. Mulheres tem tantas histórias para contar. Por que não fomos permitidas por tanto tempo? Estamos apenas começando.

GLAMOUR: Você conheceu Valerie Weisler— a fundadora da organização antibullying de 19 anos. O projeto Validation—Na L’Oréal, o evento Women of Worth. A mensagem dela chegou até a sua casa?

EF: Em sua própria experiência em sofrer bullying, ela passou a ajudar outros adolescentes. Ela é da minha idade—e é tão inspirador que ela tenha encontrado algo que esteja tão investida. Ela me ajudou a me reavaliar, em o que eu posso retribuir. Isso é empoderador.

PHOTOSHOOT:

                                                                                                                  

SCANS: 

                                         

BASTIDORES:
 

 

Fonte: Glamour

Tradução e adaptação: Luna Oliveira, equipe EFBR.

Elle é a capa da revista francesa ELLE Magazine do catalogo do mês de outubro. Venha conferir as scans em nossa galeria:


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No último dia 10, Elle passou no estúdio do Deadline no Toronto Film Festival para um sessão de fotos para a divulgação de ‘Mary Shelley‘ no festival. Confira a foto da atriz tirada por eles na galeria:

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Photoshoots > 2017 > Toronto International Film Festival – Deadline

Nossa galeria foi atualizada com novos portraits de Elle para o The Hollywood Reporter durante o TIFF, confiram:


Photoshoots > 2017 > Toronto International Film Festival – The Hollywood Reporter

No início do ano, a Vogue fez um especial sobre estilistas mulheres e o editorial contou com a presença das irmãs Kate e Laura Mulleavy, que além de criadoras da marca Rodarte, são amigas íntimas de Elle e Dakota. Assim, representando a marca, as atrizes foram fotografadas por Ed Templeton.

Confira um novo outtake do shoot:

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Photoshoots > 2017 > Vogue US
 

Em um novo especial da revista Vogue, algumas celebridades lembram de quando foram escolhidas para serem a capa da revista. Elle é uma dessas celebridades e conta que nunca surtou tanto na vida. Assista:

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