Nessa última sexta-feira, 04, foi divulgada a entrevista e o ensaio fotográfico que Elle concedeu ao Net-A-Porter. Na entrevista, a atriz comenta sobre seus antigos e novos projetos, sua estreia nas passarelas, Woody Allen e mais. Confira as fotos do novo editorial para o mês de maio clicando nas miniaturas e a entrevista abaixo:

Uma coisa é imediatamente clara — Elle Fanning, 19, atriz mais conhecida por interpretar uma princesa da Disney, cujas performances são muitas vezes descritas como sonhadoras e etéreas, é ainda mais animada pessoalmente do que em seus filmes. “Eu sei que sou uma pessoa bem auto astral,” ela admite. Você pensaria que eu seria escalada (para filmes) assim porque essa é minha personalidade. Mas eu acho que, com papéis que eu escolho, é mais divertido interpretar pessoas que não se parecem com você.

Nós estamos sentados na Aroma Coffee and Tea em Studio City, uma ensolarada cafeteria adjacente a Hollywood, onde os roteiros de filmes estão à vista, e Fanning está vestida em uma calça listrada e um crop top que ela comprou ontem com sandálias de correntes da Chanel, uma bolsa da Miu Miu, um iPhone quartzo rosa e uma bandana com estampa Liberty. Ela está à 10 minutos de casa, duas semanas após seu aniversário de 20 anos, e tudo que você espera que ela seja: brilhante, presente e instantaneamente agradável.

Faz um ano desde que a vimos pela última vez no drama feminista da época da Guerra Civil de Sofia Coppola, The Beguiled. Desde então, ela ainda fez teste para tirar a carteira de motorista (sua mãe vai busca-la após a entrevista), e ela ainda trata seu temperamento auto-diagnosticado com boxe (“Meu gancho de esquerda é muito bom”). Ela nunca teve uma conta no facebook – uma bênção rara à luz dos recentes problemas de privacidade – mas é um pouco longe em sua incursão no Instagram, qual ela se segurou para se juntar publicamente até os 18 anos. “As vezes escrever as legendas me estressam porque você é julgada nos comentários, ela confessa sobre postar para 2 milhões de seguidores. Em outras notícias, parece que o mundo está fazendo progressos em diferenciar ela de sua irmã mais velha e sua colega de trabalho, Dakota, 24. “Eu não fui confundida com ela faz um tempo, o que é bem legal, porque definitivamente costumava acontecer o tempo todo” ela diz, rindo.

Neste verão, Fanning reprisará seu papel como a Bela Adormecida da Disney em live-action, na continuação do grande sucesso, Malévola de 2014. Caso contrário, o que ela tem feito? “É honestamente muita coisa relacionada a moda,” ela admite. É um território familiar para Fanning, que tinha 13 anos quando atendeu ao seu primeiro Met Gala (como convidada de Valentino) e sentou-se na primeira fila em seu primeiro show (Chanel Couture). Ela é conhecida por ter relacionamentos duradouros com designers tipo Kate e Laura Mulleavy, da Rodarte, e por conseguir parecer pronta pra editorial mesmo em seus momentos mais despojados. A “coisas relacionadas a moda” incluiu a sua estréia nas passarelas, abrindo e encerrando para a Miu Miu durante o Paris FW18. “Depois, eu me senti muito eufórica,” lembra a atriz. “Eu estou tão grata que eles me pediram pra fazer isso! Mas eu estava muito, muito nervosa. Eu fico nervosa para as coisas, antes de uma grande cena ou algo do tipo. Eu gosto do sentimento antes da cena quando você se assusta tanto que é como: “Eu estou tão assustada agora, mas eu vivo pelo desafio.”

Esse desafio pode assumir muitas formas. Em seu último filme, How To Talk to Girls at Parties, de escrito-ator-diretor, John Cameron Mitchell (de Hedwig – Rock, Amor e Traição), Fanning protagoniza ao lado de Nicole Kidman como uma alien rebelde de uma colônia espacial restrita, que conhece um descontente suburbano e faz uma tour romântica pela cena punk londrina do final dos anos 70. Naturalmente, exigia Fanning, que tinha limitado exposição à subcultura para performar um número punk ao vivo em frente a um clube lotado. “Todos os figurantes eram punks de verdade, eles eram amigos do John. Eu estava apavorada,” Ela ri. “John só queria me tirar da minha concha. Ele ficava tipo, ‘Ok, cuspa neles!’ E eu, ‘Ai, meu Deus!’ Mas eventualmente nós estávamos literalmente cuspindo um no outro. E quando eu pulei em sua amiga, Donna, ele falava ‘Pule em Donna e a beije! Beije quantas pessoas você puder na multidão!’ E eu ficava tipo ‘Ok! Qualquer coisa pelo John! Quando você realmente se solta assim? Eu disse, apenas vou em frente… As pessoas talvez pensem que eu não tenha esse lado. É um lado selvagem mas um lado saudável,” ela diz. ” Com atores mirins, as pessoas as vezes pensam, ‘Oh, lado selvagem do mal!’ Não, não é. É apenas ser um adolescente.

Cineastas sabem corteja-lá precisamente por essa capacidade de experimentação. “Eu acho que as pessoas sabem que eu sou bem aventurosa,” ela diz. “Quer dizer, às vezes você procura as coisas. Mas O Demônio de Neon [O terror psicológico de Nicolas Winding Refn sobre uma aspirante a modelo] e How to Talk to Girls at Parties, foram enviados para mim. Se eu receber um email da minha empresaria, e tiver escrito, ‘eu não sei, esse é um pouco estranho e louco’, eu leio imediatamente.” E ainda assim, qualquer que seja o assunto, Fanning sempre encontra um jeito de ser uma presença genuinamente atraente na tela.

É divertido ver Fanning caminhar na linha entre aquela saudável e cativante jovem e a outra; como se ela não quisesse perder um episodio de Riverdale, mas adoraria trabalhar com o diretor Yorgos Lanthimos, cujo bizarramente Dogtooth (Dente Canino) é um de seus filmes favoritos. Mesmo Malévola — que é o único grande lançamento de Fanning em Hollywood até hoje — teve uma reviravolta, subvertendo o ‘beijo de amor verdadeiro’ do conto de fadas, para contar a história de amor entre mãe e filha e uma mulher em apuros (Angelina Jolie) travando guerra contra seus agressores. “Isso saiu antes de tudo que está sendo falado agora”, Fanning observa o movimento Time Up. “Foi estranhamente antes do tempo.” Ela continua: “A marcha das mulheres, e a conversa sobre feminismo e tudo que está acontecendo, é muito poderoso, especialmente na indústria agora. E também é muito especial ser uma jovem mulher e ter exemplos de mulheres mais velhas que estão em Hollywood, ou neste mundo,  que agora posso admirar.

Nós discutimos política, e ser uma pessoa jovem ao olho público, e a responsabilidade que vem com isso, que frequentemente tomam posições em problemas, e parece claro que Fanning ainda está achando sua voz. “Você pode perceber quando alguém é apaixonado por algo, e quando não é,” ela diz. “Se você quer falar sobre algo, você precisa fazer sua pesquisa e acreditar no que está dizendo. Não diga apenas por causa das massas.” Ela fala sobre os recentes tiroteios em Parkland, Flórida: “Com aqueles estudantes, eu não consigo nem imaginar pelo que eles estão passando.  Se eu ainda estivesse estudando, eu estaria aterrorizada. Ninguém merece estar com medo em sua própria sala de aula. Mas é ótimo ver vozes jovens finalmente serem ouvidas.” Ela admira atrizes como Rowan Blanchard por ser franca: “Ela é uma garota jovem muito legal. Ela tem basicamente a minha idade, mas tem uma alma antiga. Eu acho que é importante ter exemplos de mulheres jovens e fortes para se admirar na indústria de entretenimento.”

Um assunto, ela, como grande parte de Hollywood, está publicamente negociando com Woody Allen, cujo próximo filme, A Rainy Day in New York (Um Dia Chuvoso em Nova Iorque, em tradução literal), filmou ano passado. Quando pergunto sobre Allen, à luz de alegações de abuso que recentemente ressurgiram, Fanning responde hesitante, dizendo que ela e sua co-star, Selena Gomez, tem falado sobre isso, e que ela não tinha intenção de machucar ninguém ao fazer o filme, e que ela – junto com a sua irmã, Dakota – fizeram uma doação financeira para uma instituição de caridade.

Em um outro projeto, menos controverso, o drama histórico Mary Shelley, da diretora saudita, Haifaa Al Mansour, Fanning protagoniza como a novelista que escreve Frankenstein, representando seus anos como uma jovem mulher, determinando sua própria voz. É um lindo paralelo. “Eu vivo com a minha mãe e a minha vó, e eu tenho uma irmã, e a mãe da minha irmã tem uma filha. São gerações de mulheres que são muito ferozes e não têm medo de falar o que pensam. Eu cresci em uma casa onde, se você quer que sua voz seja ouvida, você tem que falar alto. E eu sinto que eu sou uma mulher forte por causa disso,” Fanning diz. “Claro, eu ainda estou me encontrando. Mas estou quase lá.”

BASTIDORES

 

 

Fonte: Net-A-Porter

Tradução e adaptação: Luna Oliveira, equipe EFBR.

Pela primeira vez, Elle Fanning estampa a capa da nova edição do mês de abril da Glamour que tem o intuito de homenagear as mulheres no Dia Internacional da Mulher. Com ela, também temos nomes como Camila Cabello e Aja Naomi King. Na revista, a atriz fala sobre questões de beleza. Para o photoshoot, a estrela foi estilizada por Simon Robins e fotografada por Olivia Malone. Confira as scans, fotos da edição, vídeo dos bastidores e a tradução da matéria abaixo:

Quando você olha para a capa da Glamour, não há questão de que as três mulheres fotografadas lá —Elle Fanning, Camila Cabello, e Aja Naomi King— são lindas. Quer dizer, olhe só para elas. Mas, como o resto de nós, elas nem sempre se sentiram confiantes em sua própria pele: Elle, quem está nos holofotes de Hollywood desde os três anos de idade (sim, três), admitiu se sentir pressionada em ter que se conformar aos antigos ideais de beleza, alisando seus cabelos naturalmente cacheados para o seu primeiro dia de aula em uma escola pública.

Não está na hora de reescrevemos essa conversa? Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, eu conversei com essas três notáveis mulheres sobre como nossa definições de beleza estão finalmente mudando. Como disse Camila: “Quando você olha para capa comigo, Aja e Elle, você vê diferentes formas de corpo, diferentes tons de pele, diferentes origens. Isso mostra que a beleza se parece com todos, sabe?” Sim, nós sabemos.

Quarenta e cinco. Essa é a quantidade de filmes que a Elle Fanning, aos 20 anos, tem em seu currículo. Eu não estava convencida que fosse possível até que eu mesma os contei. Você pode literalmente ver ela crescer em uma tela, sob os holofotes de Hollywood: aos três anos, atuando como a versão mais nova da sua irmã, Dakota em I Am Sam (no título brasileiro, Uma Lição de Amor). Como uma jovem sonhadora no filme de Sofia Coppola “Somewhere (Um Lugar Qualquer)”. E começando 2018 com o crítico favorito, I Think We’re Alone Now, uma história de amor pós-apocalíptica dirigido por Reed Morano.

Ainda assim, Fanning diz que ela nunca se sentiu examinada por sua aparência pela indústria, que tem sido bem aceita por suas brincadeiras com seus looks de maquiagem (apenas parte do contrato quando a L’Oréal Paris assinou como o novo rosto da marca ano passado) e senso de moda peculiar (calças franzidas Rodarte são meio que uma coisa dela) Era seus -contemporâneos —crianças na escola— que a faziam sentir que deveria se conformar com uma determinada forma. Então o que ela quer dizer para o mundo sobre beleza e se sentir bem em sua própria pele? Ouça em suas palavras…

GLAMOUR: Essa é a sua primeira capa da Glamour. Você vai compartilhar o que significa ser protagonista na questão da beleza?

EF: Bom, a beleza não é só como você se parece por fora. Eu certamente experienciei não se sentir super confiante. Eu estudei em casa até a terceira série. Na quarta série eu fui para uma escola normal, e foi a primeira vez em que estive em uma sala de aula com crianças da mesma idade que eu, então eu estava um pouco nervosa. Meu cabelo na verdade é muito cacheado, então eu o alisei, e usei lentes de contato— meus olhos são terríveis—e esse garoto veio em minha direção no recreio e disse, “Você é tão linda. Eu vou me casar com você!” Tanto faz. Então no dia seguinte eu lavei o meu cabelo, então estava cacheado, e usei os meus óculos. E ele me falou, “Eu não vou mais me casar com você.” Eu estava tipo, O que? Tudo por causa de aparência física? É de partir o coração.

GLAMOUR: Então até mesmo um garoto de 9 anos foi programado para pensar que cabelo liso era bonito. Traumatizante.

EF: Pense em O Diário da Princesa, qual eu amo, onde ela tinha óculos e cabelos bem cacheados, e então você os remove e: Wow! Ela é tão atraente.

GLAMOUR: Então, como todos nós nos movemos para além dos antigos ideais de beleza?

EF: Eu acho que isso começa com o que as pessoas colocam por aí. O aerógrafo não é atraente. As imperfeições que são lindas. Eu gosto de publicar coisas engraçadas, coisas não tão sérias.

GLAMOUR: Você falou sobre crescer com várias mulheres— irmã, mãe, avó. Havia um vínculo em torno da beleza?

EF: A minha mãe é muito natural. Mas a minha avó não sai de casa sem o rosto cheio. Ela é loira e tem os olhos azuis e se parece comigo. E ela sempre preenche os lábios combinando uma sombra em um tom pêssego.  Ela realmente ficou muito animada quando eu assinei contrato com a L’Oréal, pirando, na verdade. Eles enviaram para ela uma maleta cheias de batons, o que foi muito legal.

GLAMOUR: Estando em Hollywood tão nova, você se sentiu pressionada com a sua aparência de alguma forma?

EF: Principalmente na escola. De um jeito estranho eu senti que o red carpet ou o mundo cinematográfico era um lugar de escape e para vestir as minhas roupas engraçadas— calças franzidas Rodarte ao invés de jeans skinny e os vestidos enfaixados que garotas vestem em bar mitzvá. No trabalho, havia pessoas mais velhas que ficavam tipo, “Ei, isso é legal!”

GLAMOUR: Você alguma vez se sentiu sexualizada em uma idade muito nova?

EF: Não, eu sempre tive pessoas boas ao meu redor, se certificando de que isso não iria acontecer. Algumas vezes eles eram muito protetores. Mas eu tive o meu primeiro beijo na tela, para o filme Ginger & Rosa. Eu tinha 13 anos e estava tentando esconder que era o meu primeiro beijo. Mas o diretor sabia. Então eles puxaram uma gigante pasta de meninos para o casting e eu tive que escolher um. Foi uma cena, o nome dele era Max. E eu o escolhi.

GLAMOUR: É um momento poderoso para as mulheres em Hollywood, com conversas abertas em torno do sexismo e desigualdade. Você pode falar sobre a experiência com diretoras femininas?—Sofia Coppola quando você tinha 12 anos em Somewhere (Um Lugar Qualquer), e Reed Morano ano passado?

EF: Reed é uma das minhas pessoas favoritas no mundo. Eu me senti tão segura tendo ela atrás das lentes. Como mulher, há apenas uma camaradagem, uma compreensão mútua. E filmar com Sofia quando eu era mais nova—foi muito especial ver um grande filme sendo dirigido por uma mulher, para ver o que é possível, o respeito. Eu amaria dirigir um filme um dia também. Mulheres tem tantas histórias para contar. Por que não fomos permitidas por tanto tempo? Estamos apenas começando.

GLAMOUR: Você conheceu Valerie Weisler— a fundadora da organização antibullying de 19 anos. O projeto Validation—Na L’Oréal, o evento Women of Worth. A mensagem dela chegou até a sua casa?

EF: Em sua própria experiência em sofrer bullying, ela passou a ajudar outros adolescentes. Ela é da minha idade—e é tão inspirador que ela tenha encontrado algo que esteja tão investida. Ela me ajudou a me reavaliar, em o que eu posso retribuir. Isso é empoderador.

PHOTOSHOOT:

                                                                                                                  

SCANS: 

                                         

BASTIDORES:
 

 

Fonte: Glamour

Tradução e adaptação: Luna Oliveira, equipe EFBR.

A revista americana LOVE Magazine fez edições especiais com o intuito de celebrar as “Mulheres e Meninas de 2018”, onde as celebridades que são escolhidas são entrevistadas por outras celebridades que as conhecem. A escolhida para entrevistar Elle Fanning, musa da capa da LOVE19, foi a cantora e atriz Selena Gomez, que contracenou com Elle no filme “Um Dia Chuvoso Em Nova Iorque” (que corre risco de nunca ser lançado). Confira abaixo a entrevista:

Selena Gomez entrevista Elle Fanning para LOVE19

LOVE juntou-se numa conversa telefônica de uma costa à outra entre as jovens atrizes Elle Fanning (Ligando do apartamento de sua irmã Dakota em Nova Iorque) e Selena Gomez (Que estava tomando um café na sua casa em Los Angeles), que se conheceram no set do novo filme de Woody Allen, “Um Dia Chuvoso Em Nova Iorque”. Cair de paraquedas numa conversa com Elle Fanning, 19, e Selena Gomez, 25 (costa leste e costa oeste, respectivamente, e como a LOVE está ligando de Londres, “sem”costa), é como entrar no cinema no meio de uma sessão da tarde: barulhento, cheio de risadas e com diálogos rápidos. Como eu cheguei um pouco depois das duas jovens – que se tornaram não apenas colegas de trabalho, mas também amigas íntimas, eu passei os primeiros minutos catando as migalhas do assunto: os torturantes processos de audição, as mulheres fortes ao seu redor nas quais elas se inspiram, as paralisantes experiências ao entrar em uma sala cheia de pessoas muito, muito famosas. ‘Eu me lembro de estar no Met Ball uma vez e passar por isso’, disse Fanning, rindo ‘eu não sabia pra onde olhar’. Apesar de conhecerem Los Angeles de cabo a rabo, a dupla ainda não havia sido apresentada uma a outra até Setembro do ano passado, num teste para um projeto em que trabalhariam juntas: O filme “Um Dia Chuvoso Em Nova Iorque”, do diretor Woody Allen. “Foi no primeiro dia, no trailer de cabelo e maquiagem” lembra Fanning com carinho. “Eu entrei e Selena estava fazendo cachos em seu cabelo, que na época estava castanho, e ela estava ouvindo Dolly Parton. Ela imediatamente levantou e me deu um abraço. Um sorriso enorme. Foi tudo como eu imaginei que seria: conhecer alguém que eu queria muito, e eu consegui”. Elas trocaram números de telefone e Fanning logo perceberia que Gomez se tornaria muito mais que uma colega de trabalho que trabalhariam juntas por um curto período e depois iria cada uma para seu caminho. Como Fanning contou no ‘Billboard Women In Music Awards’, em que ela apresentou Gomez como a mulher do ano, ‘Esse foi o início de uma amizade verdadeira: Uma pessoa que eu vou apoiar sempre, um ombro pra chorar e também uma ótima parceira de dança’.
Ouvindo Gomez entrevistar Fanning com inteligência e humor por mais de uma hora no telefone, clarificou o quão genuínas ambas são, e mostrou também o valor das duas. Elas têm uma união verdadeira que é esquecida no mundo – tanto dentro quanto fora da indústria – e tem isso em um fluxo tremendo, e ambas são apaixonadas em usar seus perfis, talentos e oportunidades para pregar aceitação, mudança e responsabilidade. Gomez, em particular, fica bastante emocionada ao falar. Talvez seja a diferença de horário e a cafeína no corpo. Mas é mais provável, no entanto, que ela se comprometa mesmo com esse relacionamento que claramente significa muito para ela. Ouve-se tanto sobre a forma que a indústria envenena jovens mulheres, e homens, uns contra os outros na batalha para pegar (e construir) a estrela mais brilhante; Ouvir duas mulheres ignorarem esse grande barulho e permitir respeito mútuo é realmente algo muito raro e precioso.

SG: Elle, quando conversávamos antes sempre falamos sobre mulheres que nos inspiraram ao longo do caminho, mulheres que nos moldaram.
EF: Eu sei – nós estamos sempre tendo as conversas mais intensas em lugares tão aleatórios! Eu sinto que devo muito para aquelas que estiveram ao meu redor enquanto eu cresci. Eu tenho tantas mulheres fortes em minha vida. Minha avó, Mary Jane, é uma pessoa que sempre esteve lá quando eu precisei de alguém. Eu odeio audições, por exemplo, nunca esquecerei de uma audição quando eu tinha 12 anos. Eu não estava me divertindo – na verdade, eu desmaiei. Minha avó me levou ao Burger King pra poder fazer com que eu me sentisse melhor, ao invés de me repreender por ter estragado. Um simples ato de bondade que permaneceu comigo.
LOVE: Vocês se conhecerem pela primeira vez no set do novo filme do Woody Allen, A Rainy Day in New York (“Um Dia Chuvoso Em Nova Iorque”, em português.) Como foi o completo, agora infame, processo de audição?
EF: Audições são coisas tão estranhas para mim. A coisa engraçada é que, eu e a Selena não tivemos nenhuma cena juntas. Eu entrei para uma prova de roupa e a Selena estava lá no trailer para o seu primeiro dia e nós simplesmente começamos a conversar. Mas estavámos em Nova Iorque juntas e filmando em Nova Iorque, parecem bem diferentes – especialmente quando Selena estava lá no set e havia paparazzi loucos. Eles podem se aproximar, o que pode ser distrativo e intruso. Mas você tem que ignorá-los e não prestar atenção nas câmeras- bom, além das que estão filmando o filme.
LOVE: Como foi conhecer o Woody?
EF: Eu tive que pegar um vôo para Nova Iorque por um dia para a audição. Tudo que eu sabia era que o filme era com três pessoas. É isso. Eu fiquei em um hotel que ficava do outro lado da rua de seu escritório. No dia, o seu assistente veio me buscar. Só então eu recebi algumas falas– umas linhas para repassar na audição atual. Eu quase preferi, na verdade, eu simplesmente não tive tempo para ficar nervosa. E esse tipo de coisa é impossível para se preparar, então… Conhecer ele foi uma experiência estranha. Eu entrei, e disse, “Oi.” Eu li as falas– tudo foi em torno de 5 minutos. Então Woody se virou e disse, “Isso foi bom.” Bom! É isso! E, “Prazer em conhecê-la.” Então eu fui embora.
SG: Elle, a pressão já chegou até você nessas situações?
EF: Eu me pressiono, e sou perfeccionista e quero fazer certo, imediatamente. Audições para mim são tão bizarras porque leva um tempo para você achar aquele personagem e para ser perfeito, e a pressão é que você precisa interpretar esse personagem imediatamente. E eu nem mesmo conheço algum desses estranhos [em uma audição] que estão esperando que eu apresente esse tipo de truque de mágica para eles. Normalmente – embora não com Woody– o que você é pedida para fazer pode ser bastante intenso, emocionalmente; você tem que aproveitar todo esse sentimento para pessoas que você acabou de conhecer. Você diz. “Oi!” e então você começa a chorar. Tipo, é um pouco estranho.
SG: Você pode falar sobre um papel que acha que você permitiu se ver, ou o seu talento, em uma luz diferente? Eu amei o que você fez com o diretor Nicolas Winding Refn em The Neon Demon…
EF: Eu sinto que tive alguns momentos e alguns filmes onde eu quebrei a barreira para mim mesma. Momentos em que as pessoas começaram a me reconhecer ao invés de reconhecer Dakota Fanning! Quando eu peguei o roteiro de The Neon Demon, eu fui me encontrar com Nicolas e depois da reunião eu decidi o que eu queria fazer. Mas então você começa a pensar um pouco mais sobre isso, e foi tão selvagem e tão diferente de um filme, de qualquer outra coisa que eu tinha feito anteriormente. Eu estava animada mas nervosa. Eu tinha apenas 16 anos na época, então eu sabia que se eu assumisse essa parte eu mudaria. E eu acho que mudei, de uma maneira boa. Foi um filme tão decisivo, de qualquer jeito; as pessoas amavam ou odiavam, e nós experimentamos o ódio de uma forma diferente em Cannes – eles erão tão vocais perante a isso. Nicolas me ensinou a ficar OK com pessoas odiando algo. Ele estava obcecado com pessoas tendo opiniões fortes. Ele me ensinou que você não quer estar envolvida em filmes que as pessoas são tipo “Oh, foi bom.” Você quer que tenha um impacto, bom ou ruim.
LOVE: Elle, você é boa em aceitar criticas?
EF: Você meio que se acostuma com isso. Eu sempre consegui evitar. Eu estava conversando com uma pessoa outro dia sobre trabalho e eu estava dizendo que para mim é muito sobre a experiência que você tem em filmes. E uma vez que você tenha tido essa experiência, as pessoas vão entender isso da maneira que quiserem. Eu investi tanto de mim, mas eles vão tirar coisas diferentes disso. E claro, você espera que de algum jeito isso vai tocar alguém na maneira que você esperava que iria. Isso não é muito ambicioso, eu sei, mas alguns dos meus filmes favoritos eu trabalhei em resenhas horríveis. Você nunca deveria ouvir críticas, de qualquer jeito. Quando você trabalha em um filme, é como se estivessem revendo seu filho ou algo assim; sua carne e sangue que você passou tanto tempo nutrindo e criando. Um pai vai levar a palavra de outra pessoa contra seu filho? Trabalhar com Nicolas definitivamente fez com que eu sentisse que eu era mais do tipo que corria riscos. Eu gosto de fazer coisas que estão fora da caixa, e fazer as pessoas se sentirem um pouco desconfortáveis e não saberem o que esperar. Eu gosto de fazer coisas que as pessoas não gostam as vezes.
SG: Isso é tão legal, você pegou a chance quando tinha 16 anos e se deparou com essas coisas. Você fez uma brava decisão de ir e fazer algo inesperado. Mostra que você vai ser uma pessoa que corre riscos, e eu me identifico com você sendo uma pessoa que está lá questionando o seu lugar em tudo isso, e fazendo uma escolha de ir um pouco em contramão.
LOVE: Ao aprender a correr riscos, Elle, agora você está escolhendo papéis por diferentes motivos? Para provocar?
EF: Anteriormente, eu não tive a escolha sobre os projetos em que trabalhei– e isso não é um exagero, é apenas a realidade para um ator trabalhador. Você sabe, você vai para um papel e consegue então você está tão feliz que está trabalhando. Mas uma vez que você tenha um pouco de sucesso em seu currículo você sente a pressão de navegar a sua carreira de alguma maneira, e você tem que pensar sobre o que você quer fazer depois. Mas eu tenho esse estranho sexto sentido. Não que eu seja uma psíquica ou algo do tipo, mas eu tenho uma intuição sobre o meu trabalho, um bom senso de saber se eu deveria fazer algo ou não. Eu tenho anseios de interpretar certos personagens mas principalmente se resume a histórias. Se o personagem é super legal isso ajuda, é claro, mas se a história não é tudo isso então você nunca vai alcançar o que espera alcançar. Também é sobre as pessoas que estão fazendo o filme. As vezes eu apenas quero muito trabalhar com um diretor em particular. Eu tento e pego papéis diferentes toda vez, ou diferente dos papéis que as pessoas esperam que eu o faça. Quando você começa a entender como as pessoas percebem você, você quer empurrar isso para baixo. É uma das melhores coisas em ser uma atriz: você é capaz de fazer coisas, de ser uma pessoa que você nunca seria no mundo real. E você pode fazer isso na tela. Eu gosto do lado de atuar. Eu definitivamente tenho duas versões de mim: tem a Elle, aqui e agora, e então tem a Elle como uma atriz.
SG: Esse é um lado de ser uma mulher que é divertido. Eu acho que é OK dizer que nós gostamos de brincar de se vestir e habitar um pouco na vida de outra pessoa. É tão legal fingir que é outra pessoa por um momento. É emocionante.
EF: As escolhas de roupas, trabalhar com o departamento de figurino também é uma parte muito frutífera em todo o processo.
LOVE: Elle, de estilo, você já passou por uma fase grunge dos anos noventa?
EF: É engraçado, eu acho que o meu estilo é um pouco boyish. Ou pode ser. O que talvez o público não veja muito. Eu acho que quando a maioria das pessoas pensam nas mulheres, elas pensam sobre os grandes vestidos de baile e os vestidos de princesas inchados, e eu amo me vestir desse jeito. Mas nesse momento, por exemplo, eu estou vestindo uma gargantilha e uma calça que é totalmente rasgada. E eu acho que vou naqueles que parecem mais pessoais. Não há se vestir como homem ou mulher agora; o gênero não importa tanto assim. Eu gosto disso ser indefinido. Eu não quero ser apenas uma coisa. Eu estou OK com o esmalte de unha e a maquiagem borrada, sabe?
LOVE: É divertido chutar essa imagem mais celestial que o publico tem de você?
EF: É divertido. Eu faço pra chocar as pessoas. Quero dizer, ainda é muito manso, mas é bom ter esse ‘elemento surpresa’. Eu sou fascinada por surpresas, na verdade. No trabalho eu faço a mesma coisa. Se alguém me diz “Oh, bem, Elle não está certa naquela parte”, isso me empurra a querer mostrar-lhes mais que eu posso pegar aquilo e transformar em algo. E ser um camaleão é uma parte muito importante de atuar.
LOVE: Elle, alguns dos seus filmes que estão a caminho tem uma conexão muito forte com a música: ‘How To Talk To Girls At Parties’, filmado em Londres, e Teen Spirit. Para o primeiro, você mergulhou na cena punk britânica do final dos anos 70. Está programado para quando?
EF: Sim, eu fiz. Embora, felizmente, eu tenha interpretado um alienígena nesse filme, então eu não precisei saber tanto da cena punk britânica como todos os outros. Mas nós tivemos uma apresentação punk, uma parte do filme em que todos nós cantamos uma música punk. E John Cameron Mitchell, o diretor, é tão conhecido no cenário punk e ele conseguiu que todos esses hardcore e verdadeiros punks fossem a plateia quando gravamos essa música. Então, tendo estado lá o dia inteiro, esses punks estavam tão animados quando fomos gravar a cena. E John estava gritando comigo para cuspir neles, sair com eles. Foi tão louco! Então, eu estava pulando neles, saindo com eles. Me achei tão legal.
LOVE: E Teen Spirit? Está inserido na ilha de Wight?
EF: Sim, eu interpreto uma aspirante a estrela do pop que participa de uma espécie de competição de canto, tipo ‘X factor’. Eu tive que cantar ao vivo, aliás. Eu definitivamente costumava cantar em casa quando era mais nova – Eu sei que eu incomodava minha irmã, uma vez que ela gritava comigo me dizendo pra calar a boca. Mas eu me lembro da vez em que fiz aulas de canto, e realmente achei que talvez pudesse ser uma cantora. Eu amo a adrenalina de cantar ao vivo.
LOVE: Você conseguiu divertir-se cantando em frente de uma plateia no filme?
EF: Sabe, eu posso dizer que vejo totalmente como os artistas ficam viciados nisso de apresentar-se para uma plateia. Eu quis continuar fazendo a cena. Eu estava jurando, morrendo, e dando tudo de mim em cada tomada, para que eu pudesse ver o quão atraente era aquilo. Além disso, a atenção que você recebe como um cantor – A plateia – Eu amo isso. Acho que ser atriz é uma fama diferente.
SG: Elle, eu quero saber: Você tem um plano? Você está buscando por papéis específicos?
EF: Bem, eu não estou interessada em interpretar ‘a namorada de…’ ou ‘a esposa de…’ em um filme, sabe? Apenas uma personagem secundária para complementar o personagem homem que é heroico. Não que tenha mulheres que queiram fazer esses papéis hoje em dia. Mas eu quero personagens fortes que estejam fazendo as coisas acontecer. Mas ter apenas 19 anos, não existem muitas personagens para mulheres jovens que sejam tão centrais assim, mantendo no filme todo. Para mim, trata-se de olhar e procurar meu próprio material e trazer pessoas para com que eu possa trabalhar junto. É algo que eu estou começando a fazer, alguns projetos, livros que eu gosto, mas é preciso que as mulheres jovens saibam e encontrem esse material. Temos que fazer isso nós mesmas. Não é algo que vai aparecer magicamente. Olhe para alguém como Margot Robbie e o filme ‘I, Tonya’; Eu a respeito tanto! Ela produziu o filme, e saiu em busca de fazer isso acontecer. Ela é incrível.
SG: Sinto que hoje em dia as mulheres se sentem mais confortáveis ao fazer isso, que elas tem a crença de que você pode ir e encontrar esses projetos e que as pessoas apoiarão. Sempre existiram personagens femininas fortes, isso é fato, mas agora queremos que suas histórias sejam ouvidas, e ouvindo que você está indo ativamente e buscando esse tipo de coisa para produzir é brilhante. É bom saber que tem uma pista para isso.
EF: Digo, eu sinto como se estivesse procurando por isso ha alguns anos, mas que só agora estou conseguindo fazer algo sobre isso.
SG: Totalmente. Você pode me falar sobre as pessoas com quem você trabalhou e que tiveram um grande impacto em você?
EF: Sim. Quero dizer, eu trabalhei com tantos bons atores e diretores. Mas quando eu conheci Nicole (Kidman), era alguém que eu sempre me inspirava. Então eu tive a oportunidade de fazer dois filmes com ela, um atrás do outro, e eu a conheci um pouco melhor. Eu testemunhei sua graça e também o jeito que ela trabalha o desenvolvimento de sua personagem quando está no set. Ela sempre foi uma das minhas maiores inspirações, um modelo para mim, e eu a adoro. Ela assumiu um papel muito maternal para mim. Me colocou debaixo de sua asa e me deu um ótimo conselho, o que foi interessante, porque quando pessoas nesta indústria te dão conselhos nessa indústria, geralmente eles não são específicos. As pessoas não sentam com você e dizem ‘Ok, vou te falar tudo o que você precisa saber’. Isso nunca acontece! Quando as pessoas me perguntavam antes ‘Você aprendeu alguma coisa de alguém?’ Eu diria que tinha observado alguém, mas não é como se a pessoa sentasse comigo e me contasse os segredos de Hollywood. Nicole foi mais direta e uma grande professora, de certa forma.
SG: Exatamente! Digo, se alguém tem o manual de instruções de Hollywood, por favor, pode passar para nós? Eu adoraria ter um. Você aprende por experiência, como fazem todos os homens e mulheres. E eu concordo com você nisso, Elle: experiência é a chave. Eu lembro de trabalhar com Ethan Hawke uma vez – Não que eu estivesse super abastecida pra esse filme, mas foi um em que eu aprendi muito com ele. Eu recebo muito essa pergunta, sobre receber conselhos.
LOVE: Pelo que eu percebi, vocês tiveram um relacionamento instantâneo, até uma conexão, quando se conheceram pro projeto do Woody Allen. Isso é justo?
EF: Sim!
SG: Foi assim, e esse raramente é o caso. Atuar é um processo, é um pouco estranho e surreal, e seu trabalho, não é como ir a um bar, mas as vezes você pode simplesmente se conectar com alguém. Mas para mim, são aqueles momentos em que você não está no set – Foi assim para mim e para Elle. Aqueles momentos em que você tem sua guarda um pouco baixa, você está relaxado, não está em um lugar onde estão julgando você… Foi tão legal! Você tem que conquistar a confiança das pessoas, e tem que trabalhar nisso. Mas com Elle estava tão claro que tínhamos algo, e eu me senti segura de me sentar e dizer tudo o que estava se passando na minha cabeça naquele momento. Gosto de pensar que temos praticamente a mesma idade; Tive uma conexão muito grande com ela, e tudo o que passamos, tudo o que caminhamos juntas… Acho que senti que vivemos a vida de uma maneira diferente de outras pessoas. E eu tenho que sair com alguns amigos que ela cresceu junto, e ela conheceu alguns dos meus amigos também. E eu fico tão emocionada quando falo com ela sobre isso…
EF: Oh, eu também, Selena! Você é tão aberta e confiável. Você quer ouvir as pessoas. Digo, todos nós conhecemos pessoas que sentam lá e dizem que estão ouvindo, mas que na verdade eles estão apenas balançando a cabeça no lugar certo. Selena está aqui com você fazendo perguntas. Selena, você é tão boa nisso. Você só quer ouvir o que as outras pessoas querem dizer. Isso é raro.
SG: A coisa triste em nossa indústria é que tantas boas intenções caem no meio do caminho. O clichê do “vamos almoçar” ou “vamos marcar algo”, e eu não culpo ninguém por isso– é a vida isso acontece o tempo inteiro, não apenas em nossa indústria. Mas as vezes eu sei que vou ter um boa conversa com alguém, e eu sei que provavelmente não irei falar com essa pessoa nunca mais na minha vida. Eu e Elle estaremos nos lugares mais loucos, como um salão de baile maciço em LA, e nós estaremos tipo, “como estamos tendo essa conversa aqui e agora?” você espera por esses momentos.
LOVE: Como a geração jovem, vocês sentem o senso de responsabilidade de trazer a real mudança pra indústria? Este é um momento decisivo?
SG: Sim, é sim, e eu sinto esse senso de responsabilidade. Mas não é apenas a nossa geração. São os homens e mulheres um pouco mais velhos e a geração acima que estabeleceram precedentes para nós. Mulheres de qualquer idade devem concordar em apoiar-se mutuamente. Ouvindo dos meus mentores, que são pessoas em que eu me inspiro, ajudam quando vou entrar em uma sala cheia de pessoas mais poderosas; Agora eu me sinto mais confiante de ir e fazer meu caso, manter minha cabeça em pé. Na verdade, isso faz que a situação seja mais confortável. São todas as mulheres que vieram antes de nós que nos deram a força da voz, e isso é tão importante agora. Todas as meninas na minha área, música ou atuação, eu apenas espero que elas saibam que eu as apoio, e não é o que eu estou fazendo que me leva a isso, mas sim o que elas fazem e a forma que me inspiram. E espero que continuem a existir essas mudanças.
EF: As mulheres devem apoiar as outras mulheres. Eu sinto uma mudança nisso, e eu sinto que apoiamos umas as outras. Não somos tão competitivas. Isso é o que a Selena faz tão bem: ela realmente deseja o melhor para todo mundo. E eu acho que todos nós deveríamos tentar ser mais graciosos com nossas ambições.
SG: Antes de ir, eu gostaria de dizer que nunca conheci uma jovem mais genuína, eloquente, pura, mais vulnerável em sua posição do que a Elle. Para ter tudo o que ela tem… Desculpem. Não entendo porque fico tão emocionada. Mas digo, isso foi tão especial de se ver. Isso não foi algo em que apenas acabamos de fazer um projeto e tipo ‘Ei, vamos sair pra almoçar!’. Eu a vi crescer como a mulher que ela está destinada a ser, e as pessoas ao seu redor realmente são especiais. Eu não poderia ter ficado mais honrada de trabalhar com ela. E eu mal posso esperar para fazer outros projetos com você, Elle. Infelizmente, acho que esse é apenas o começo pra você, então sinto muito e Deus abençoe. Da melhor maneira!
EF: Oh meu Deus, isso é demais…
SG: Ela sabe que eu estou e sempre estarei aqui por ela. Me ligue a hora que você quiser! Precisava dizer isso antes de desligar.
LOVE: Foi um prazer conversar com vocês duas. Obrigado.
EF: Foi tão divertido. Selena, você pode me mandar mensagem mais tarde?
SG: Eu vou.

Entrevista por Selena Gomez
Palavras por Jonathan Heaf

Tradução e adaptação: Leticia Minotto e Luna OliveiraEquipe Elle Fanning Brasil.

Elle visitou ontem a rádio SiriusXM para promover sua animação, Leap, em NYC! Confiram as fotos:


Aparições Públicas > 2017 > (30.08) SiriusXM

Elle compareceu hoje ao ‘Today Show’ para falar de sua nova animação, ‘Leap’, que estreiou nos cinemas americanos na última sexta feira. Vocês podem conferir abaixo fotos dela chegando/saindo dos estúdios do programa, assim como o vídeo da participação:


Candids > 2017 > (30.08) Chegando No Estúdio Do ‘Today Show’ Em NYC


Candids > 2017 > (30.08) Deixando Os Estúdios Do ‘Today Show’ Em NYC

O site Kinowetter divulgou recentemente a entrevista que fizeram com Elle durante o Festival de Cannes no mês passado! Confiram abaixo: