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May 17, 2014

Elle está na capa da edição de Maio da Interview Magazine e hoje trazemos para vocês a entrevista traduzida pela nossa equipe! Confiram:

interview

Elle Fanning tem literalmente atuado desde que se consegue lembrar.  Arriscando-se primeiramente em um pequeno papel no filme “I Am Sam”, com Sean Penn em 2001 antes de fazer dois anos, Fanning  seguiu sua irmã mais velha  Dakota, em Hollywood com prestigiosos trabalhos em filmes logo de cara. Trabalhos anteriores incluindo  The Door in the Floor (2004), Babel (2006), Reservation Road (2007),  e  The Curious Case of Benjamin Button (2008). Sua performance encantadora como a filha de um astro de filmes no filme de  Sofia Coppola,  Somewhere (2010) pareceu anunciar a mudança— ambas uma progressão de suas habilidades como atriz e um gosto distintivo ao selecionar projetos—e desde aquele tempo, Fanning  tem colocado junto uma série de transformações impressionantes a cada vez mais filmes impressionantes. Sua atuação como uma adolescente inglesa  atingindo a maturidade no contexto da Crise de Mísseis em Cuba  no filme do diretor   Sally Potter,  Ginger & Rosa (2012) foi amplamente aclamado. E mais cedo neste ano, ela liderou um incrível elenco (incluindo John Hawkes, Peter Dinklage, e Glenn Close) no drama obscuro de Jeff Preiss, Low Down, sobre o músico de jazz Joe Albany.  Este mês ela  interpreta a sonhadora Princesa Aurora —mais conhecida como Bela Adormecida—no filme de  Robert Stromberg, Maleficent(Malévola), uma adaptação visual do conto de fadas de  Charles Perrault, sobre  a boa princesa, a floresta encantada, e uma fada malvada, e ainda conhece melhor sua co-estrela,  Angelina Jolie no processo.

Na última contagem, Fanning, que fez 16 anos no mês de abril, fez 22  filmes em seus 14 anos de carreira, incluindo o filme de  Cameron Crowe, We Bought a Zoo em 2011. Enquanto estava no set-zoológico, Fanning e  a co-estrela Scarlett Johansson  descobriram que tinham muito em comum. Ambas as atrizes amam Paris, por exemplo. Ambas tiveram seu primeiro papel de destaque interpretando uma heroína perdida em um hotel luxuoso em um filme de Sofia Coppola, e agora ambas apareceram na capa desta revista durante sua adolescência.

Em março, a nova-iorquina Johansson chamou Fanning para ir em sua casa em Los Angeles. Para falar sobre os jovens amores conhecidos de  Marilyn Monroe, sobre os perigos do perfeccionismo,  e seu pavor de teste de direção.

SCARLETT JOHANSSON: Oi! Isso é tão emocionante!

ELLE FANNING: Isto é legal! Eu estou nervosa.

JOHANSSON: Onde você está?

FANNING: Estou em minha casa em Los Angeles.

JOHANSSON: Você está estudando agora?

FANNING: Não, estamos em férias de verão agora, então temos duas semanas de folga. E na verdade, esta noite eu vou para a casa da minha melhor amiga. Ela se chama Scarlett também. Nós vamos para  Carmel de manhã.

JOHANSSON: Carmel é maravilhosa. Vocês vão sair para fazer compras e caminhar?

FANNING: Nós sempre ultrapassamos o campo de golfe.Se você está em Pebble Beach, você pode subir nas pedras e sair do campo de golfe. Acho que isto é ilegal, mas—

JOHANSSON: Bom, nem todo mundo sabe! [risadas] Você talvez precise mudar sua estratégia. Quando eu tinha sua idade, ir para escola significava o fim para mim. Como é sua relação com a escola?

FANNING:Eu fui educada em casa até a terceira série, e eu gostava porque quem me ensinava era minha avó, e eu amava passar um tempo com ela. mas então percebi que não tinha amigos, nenhum com a minha idade. Então minha mãe me colocou na escola na quarta série.  É legal porque eu percebi coisas sobre eu mesma que eu nunca perceberia se não tivesse ido a escola. Minha matéria preferida é ciências,  o que é estranho porque eu achava que minha matéria preferida seria, eu não sei, algo mais artístico. Eu apenas tenho mais dois anos pela frente porque eu sou do segundo ano. Mas eu também fico animada fora da escola. [risadas]

JOHANSSON: Você acha que vai se inscrever para alguma faculdade?

FANNING: Estou tentanto decidir. Minha irmã está na  NYU e ela gosta de lá. Eu preciso descobrir que tipo de faculdade seria boa para mim. Eu acho que gostaria de fazer algo relacionado tanto com escrita quanto fotografia. Você fez faculdade?

JOHANSSON: Não. Eu me inscrevi.Eu na verdade iria para a  SUNY Purchase em Nova York por causa de  seu programa de filmes, para estudar direção. Mas com o tempo meu adiamento do curso venceu,eu estava trabalhando tanto que não conseguia me imaginar voltando a estudar por mais quatro anos.

FANNING: É difícil. Eu não quero parar de trabalhar.

JOHANSSON: Se você não atuasse, em qual carreira você acha que se interessaria?

FANNING:Eu vou ao balé, praticamente, cinco dias por semana eu eu amo muito aquilo, mas seria a coisa mais difícila que eu faria na vida, sem dúvida. Você leva jeito ou não, e é assim. [suspiros] seria difícil alcançar uma carreira, mas em meus sonhos esse seria “O trabalho”.

JOHANSSON: Eu lembro de você fazendo balé em Somewhere(Um Lugar Qualquer). Era algo que você já praticava?

FANNING: Sim. Eu tenho feito isto na escola por um tempo. Mas na época do filme, quando eu tinha  11, eu achei uma mulher que me ensinava na casa dela.

JOHANSSON: Você faz apresentações?

FANNING:  De vez em quando. Minha professora nos prepara principalmente para entramos em alguma companhia algum dia ou algo assim. Mas as vezes, como durante o Natal quando meu avô vem da Georgia, nós apenas combinávamos algo juntos e fazíamos uma apresentação em nossa casa.

JOHANSSON: Isso é legal! Você acha que isto te ajuda em seu trabalho? Obviamente, como uma atriz, você tem um físico versátil.

FANNING: Isso a torna consciente de seu próprio corpo. Você precisa estar ciente de cada músculo. É legal ter a habilidade e postura.Também gosto da disciplina disto. Você não pode sair rodopiando por aí. Você tem que levar a sério.

JOHANSSON: Você acha que atuar é como o balé neste quesito?Como você disse, ou você leva jeito ou não?

FANNING: Atuar é diferente do balé neste sentido. A essência da dança vem principalmente de sua forma técnica —como… é assim que as pessoas tem feito isto durante todos estes séculos. Você não pode desconsiderar aquelas bailarinas que morreram a pocuo tempo atrás. Minha professora diria, “Esta pessoa ficaria envergonhada!” E é como, meu Deus. Mas com relação a atuar,é diferente porque as pessoas querem algo recente. Você pode misturar tudo e criar sua própria coisa e isso não será necessariamente errado.

Tradução: Fernanda – Equipe Elle Fanning Brasil

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